Entenda como funciona o visto para crianças que moraram há 07 anos no Reino Unido

Apesar de estarmos acostumados com a ideia de que, ao nascermos em um país automaticamente nos tornamos cidadãos do mesmo, nem sempre as coisas funcionam desta forma. Na Inglaterra, por exemplo, é preciso muito mais que apenas nascer no país para que um dia a pessoa se torne um cidadão britânico.
Para que se possa aplicar para um visto de permanência no Reino Unido é preciso que a criança tenha vivido 07 anos consecutivos no país, e a decisão de conceder este visto deverá ser baseada no melhor interesse da criança. Serão considerados o envolvimento da criança com a escola, com a comunidade, se fala inglês e se tem laços e vínculos neste país.
Ainda, a lei prevê que o interesse público implica que a pessoa não seja removida do país se possui uma relação parental genuína, com uma criança que se qualifica para o visto de permanência no Reino Unido. Sendo assim, os pais dessa criança podem subsequentemente aplicar para um visto de permanência no Reino Unido para que possam cuidar, educar e auxiliar esta criança no seu desenvolvimento.
A relação dos pais da criança que reside e estuda no Reino Unido tem que ser clara, tendo por consequência a necessidade de permanecerem juntos da criança no país. As leis de imigração assim dispõem: Uma criança deve receber um visto de permanência no país com base na sua vida privada, e na Convenção Europeia de Direitos Humanos quando:

  • Possuem menos de 18 anos;
  • Viveram continuamente no Reino Unido por pelo menos 07 anos;
  • Não seria razoável que deixassem o Reino Unido.

Vale dizer que o ‘continuamente’ não significa que a criança não possa sair do país de férias ou em viagens escolares. Trata-se de um requerimento de que neste período de formação a criança não perca seus laços com o Reino Unido, ou seja, não passe mais de 06 meses em outro país.
Como acontece comumente, muitas são as questões de interpretação e as subjetividades que dependerão de quem analisa o caso ou o pedido de permanência no Reino Unido. Por exemplo: o critério de ser “razoável” para entender se a criança pode/deve deixar o Reino Unido sem que isso seja prejudicial para sua educação ou crescimento; ou ainda a avaliação da relação da criança com seus pais, se é ou não genuína. Tudo isso influi da decisão sobre o eventual direito de continuar vivendo no país.

Indicamos, portanto, sempre a ajuda de um profissional para guiar as aplicações e garantir que cada aspecto da lei seja enfrentado com coerência e dedicação.
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