6 de 12 mais conhecidas Violências Contra a Mulher (parte 2)

A violência domestica é considerada como qualquer ato sexista que tenha ou possa resultar em danos físicos, sexuais, psicológicos, emocionais, trabalhistas, econômicos ou de propriedade ou sofrimento; coerção ou privação arbitrária de liberdade, bem como a ameaça de tais atos, sejam eles públicos ou privados.

7. Violência trabalhista: É discriminação contra as mulheres nos locais de trabalho públicos ou privados que impedem o acesso ao emprego, à promoção ou à estabilidade no local de trabalho, tais como requisitos sobre o estado civil, maternidade, idade, aparência física ou boa presença, ou o pedido de resultados de testes laboratoriais clínicos, que dependem da contratação, promoção ou permanência das mulheres no emprego.

8. Violência obstétrica: A violência obstétrica é entendida como a apropriação do corpo e os processos reprodutivos das mulheres pelo pessoal de saúde, que é expresso em um tratamento desumanizante, abuso de medicalização e patologização de processos naturais, resultando em perda de autonomia e habilidade para decidir livremente em seus corpos e sexualidade, impactando negativamente sobre a qualidade de vida das mulheres. Cerceamento do direito de ir e vir sozinha ao seu ginecologista/obstetra. Imposição na forma de parir, corte vaginal sem autorização prévia e impedimento de expressar as dores do parto por partes dos funcionários e médicos na forma de humilhação  e critica. Como também esterilização forçada, entre outros.

9. Violência na mídia: A publicação ou disseminação de mensagens e imagens estereotipadas através de meios de comunicação de massa, promovendo direta ou indiretamente a exploração das mulheres ou suas imagens, insultando, difamando, discriminando, desonrando, humilhando ou violando a dignidade das mulheres , bem como o uso de mulheres, adolescentes e meninas em mensagens e imagens pornográficas, legitimando a desigualdade de tratamento ou criando padrões socioculturais que reproduzem desigualdades ou geradores de violência contra as mulheres.

10. Violência institucional: São as ações ou omissões feitas por autoridades, funcionários, profissionais, pessoal e agentes pertencentes a qualquer órgão, entidade ou instituição pública, cujo objetivo é atrasar, por obstáculos ou impedir que as mulheres tenham acesso a políticas públicas e exercem direitos previstos nas leis para garantir uma vida livre.

11. Violência química: O alcoolismo e as demais dependências químicas é uma doença que afeta a saúde física, o bem estar emocional e o comportamento do indivíduo e da família. O álcool e as drogas são os  dos principais agravantes do desajuste que ocorre no contexto intrafamiliar, prejudicando o desenvolvimento psicossocial que pode atingir as crianças, adolescentes, a mulher e a todos que convivem com essa doença.

12. Violência passiva: A violência passiva é um tipo de agressão pouco conhecida entre a sociedade, é exercida através de manipulação e chantagem emocional ou silêncio/indiferença e é uma das mais difíceis de detectar.

A violência passiva é aquela que é dada por não fazer algo ou simplesmente fazendo algo com um propósito de prejudica a mulher, geralmente sendo essa maneira de violência que deixa marcas mais profundas na psique da pessoa afetada, por exemplo quando o homem  ignora deliberadamente a sua parceira, o que não significa que tenha que sempre estar a disposição e ciente de tudo que ela faz ou diz, mesmo quando eles não estão juntos, mas simplesmente prestar atenção quando é o momento certo e saber como ouvir e ser ouvido.

Há também ações que provocam frustrações, rejeições, comparações, desqualificações, chantagens e ridicularização da mulher.   É uma agressão Não evidente e sutil, camuflada após outros comportamentos como proteção, elogio, desapego, espontaneidade, mensagem dupla, ambiguidade , diz sim a tudo para não entrar em conflito mas depois agride indiretamente para que o outro seja aquele que inicia o mal-entendido.

Convém destacar que, de acordo com várias estatísticas, uma em cada quatro mulheres terá sido abusada sexualmente (violação), ao passo que cerca de 120 milhões de mulheres já foram submetidas a mutilações genitais.

A lei  dispõe de instrumentos para punir a discriminação e a violência, a ideologia e preconceito que as sustentam mas somente podem ser combatidas pelo debate amplo e persistente, única arma para sua desconstrução.

Fontes pesquisadas:

  • Organização Mundial de Saúde. 
  • Eleonore Pourriat, no curta-metragem Majoritée oprimée.

Busque ajuda: http://lawadv.org.uk

Por: Magda Lizbir Gomes
Facilitadora de grupos de mulheres que sofrem violência doméstica e dependência emocional.
magda0333@gmail.com
Tel. 07447608050

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