Ser e Tempo

 Ser e Tempo

O que a Pandemia te ensinou?

Depois de mais de um ano entre lockdown, altos e baixos, desespero, medo, mudanças e etc, o que você aprendeu? O que mais te chamou a atenção? O que você precisou mudar na sua casa, na sua vida e nos seus costumes?
Estou questionando tudo isso, pois nossas vidas e nossas rotinas estão voltando ao normal, e com isso estou observando que estamos voltando a nossa vida ocupada, corriqueira e que as pessoas também estão voltando a serem como sempre foram. Eu acredito que sim, muita coisa mudou, muitas regras e novo modo de vida serão adaptados para uma nova realidade pós pandemia. Mas ao mesmo tempo eu vejo que as pessoas realmente não mudam tão facilmente, e que nem uma pandemia que mexeu com o mundo matando milhões de pessoas muitas vezes não é capaz de mudar isso. Porém, eu tenho uma teoria para isso: A realidade é que por mais adaptável que sejamos, nós só damos aquilo que temos, só pensamos no próximo ou temos compaixão, empatia, amor quando esses sentimentos já fazem parte da nossa vida. Esses sentimentos foram aflorados para os que realmente os possuem. O ser humano é tão egoísta que  até onde o problema o atinge ele consegue tirar vantagens para si próprio. Temos visto tantas coisas ruins ultimamente que parece que essa pandemia foi apenas algo que veio como um Tsunami, mas que já está passando e que é um alívio pois o sofrimento que causou para muitos ficará marcado para sempre. Muitas vezes esquecemos que o para sempre, sempre acaba… Que nada é eterno e que sim precisamos aprender a sermos melhores todos os dias. Fico indignada com a filosofia do “Ser e Tempo”, duas palavras que resumem tanto o ser humano como disse o filósofo: Martin Heidegger nascido em 26/09/1889. Ele foi um filósofo, escritor, professor universitário e reitor alemão, morreu dia 26/05/1976. Foi um pensador seminal na tradição continental, e é amplamente reconhecido como um dos filósofos mais originais e importantes do século XX, ele escreveu muito sobre as coisas originalmente descobertas em nossos compromissos cotidianos.
Heidegger dizia que:

“A consequência disso é que nossa capacidade de pensar não pode ser a qualidade mais central de nosso ser, porque o pensamento é uma reflexão sobre essa maneira mais original de descobrir o mundo. Heidegger argumenta que o ser humano é ainda mais fundamentalmente estruturado por sua temporalidade, ou sua preocupação com a relação com o tempo, existindo como uma ‘possibilidade-de-ser’ estruturalmente aberta. Ele enfatizou a importância da autenticidade na existência humana, envolvendo uma relação verdadeira com a nossa inclinação para um mundo com o qual estamos ‘sempre’ preocupados, e com o nosso ser-para-a-morte, a finitude do tempo e do ser que nos é dado, e o fechamento de nossas várias possibilidades de ser através do tempo.Também fez contribuições críticas às concepções filosóficas da verdade, argumentando que seu significado original era o não-encanto, a análise filosófica da arte como um local da revelação da verdade e à compreensão filosófica da linguagem como a ‘casa do ser’.”

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Martin_Heidegger

Essa filosofia tem tudo a ver com o que vivemos hoje. Queremos “Ser” e descobrir o mundo de uma maneira que sabemos que o “Tempo” não existe, pois ele não temos a certeza do que vai acontecer amanhã. Nossas preocupações nos tornam pessoas  insensíveis muitas vezes, e achamos que o tempo que nos é dado nunca é suficiente. Precisamos sim responder as perguntas acima, olharmos para dentro de nós e ao nosso redor e aprender a importância da vida como ela é, aprender a respeitar limites e saber que o tempo muitas vezes é o nosso melhor amigo, mesmo sabendo que ele não é para sempre.

Que essa pandemia tenha te deixado mais sábio, que as marcas dela tenham sido leves e que o “tempo” possa cicatrizar o que o “ser” tenha te causado. Que nosso normal seja mais apurado, mais leve, centrado e que você escolha todos os dias ser feliz, pois a felicidade também vem de dentro para fora.

Com amor!

 

Por: Adriana Bell
Organizadora do evento Papo de Mulher + Prêmio Mulher de Atitude e editora da Brasil na Mão.
adriana@brasilnamao.co.uk
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