Quem ama libera

Você já ouviu falar naquele ditado: quem ama libera? Pois é… por mais que apreciamos a liberdade, vivemos situações em nossas que podem ser comparadas como verdadeiras prisões. Existe um grande número de relacionamentos que são movidos por medos de situações vividas anteriormente, medos esses que se repetem mas que foram vivenciadas por outros, medos de que estas experiências que não foram nossas aconteçam conosco, ou até mesmo tomarmos como base o exemplo da relação conjugal dos nossos próprios pais. Por exemplo:  “Se o meu pai que era meu exemplo, traiu minha mãe, certamente um homem que eu tiver um relacionamento irá me trair também. Se minha mãe não foi feliz no casamento eu certamente também não serei, ou não me sinto no direito de ser, pois minha mãe sofreu muito no casamento dela”.

Existem muitas relações infelizes que não conseguem perceber com clareza onde foi que aquele sentimento ou aquela magia que existia no início se perdeu. Enquanto não nos reconciliarmos com estes sentimentos maus resolvidos (dentro de nós) e não aprendermos a olhar com aceitação para as coisas como elas foram, não nos libertaremos e iremos sempre levar para relacionamentos futuros os nossos medos e as nossas frustrações. É comum entrarmos em um novo relacionamento com a bagagem que carregamos e com um enorme medo de amar.

Lembre-se: nós só estamos aonde estamos é porque nos colocamos!!!

Se ainda estamos aprisionados a sentimentos maus resolvidos ou términos de relacionamentos conturbados, tudo isso é uma prisão criada por nós mesmos.

Todos estes medos são mecanismos de proteção, ficamos por anos em relacionamentos que não nos fazem mais felizes ou relacionamentos abusivos com violência verbal, psicológica e até mesmo físicas, e permanecemos por medos, medos esses de ficarmos sozinhos e nunca mais encontrar uma nova pessoa, medo de virar a página e começar a escrever uma nova história, medo de liberar o outro e daqui a pouco este outro que eu liberei estar com uma nova pessoa, medo de que as outras pessoas a família ou a minha religião irão falar. Consequentemente todos estes medos nos prendem com sentimentos de que não podemos ser livres, e nem podemos libertar o outro, e sem perceber tomamos posse sobre a vida do outro como se ele nos pertencesse.

Devemos olhar mais para nós e pararmos com a busca desesperada de que a nossa felicidade depende do outro, parar de nos envolvermos a níveis superficiais somente para preencher o vazio que existe dentro de nós.

Seria muito positivo entendermos o que de fato queremos um do outro, muitas vezes ignoramos em nós uma parte perdida e tentamos achar esta parte perdida no outro. Não aceitamos a responsabilidade sobre nossos próprios sentimentos, e ao invés de exercitarmos a nossa inteligência emocional, ficamos presos nas nossas carências emocionais.

Há um livro do padre Fábio de Melo, onde ele pergunta: “Quem me roubou de mim?”, e eu acrescento afirmando que: somos nós que permitimos ao outro mudar a nossa identidade e também muitas vezes nós tentamos mudar a identidade do outro. 

Precisamos de coragem e de firmeza para tomar a decisão de agir e buscar o autoconhecimento. Você aceita o desafio da transformação em acabar com as crenças sobre relacionamentos e criar para sua vida uma nova realidade? Sim? Então comece acreditando que você merece um amor, que você merece transformar o seu relacionamento atual em um relacionamento saudável, e que você merece alguém para compartilhar a vida.

Amar exige transparência, não pode haver segredos, não pode haver medos.

Você terá que deixar para trás alguns vícios tais como: apegos, ciúmes, possessividade, vinganças, acusações, e todos os sentimentos que são mecanismos de defesas para não deixar você ver o tamanho da sua carência afetiva.

Você deve estar se perguntando como posso fazer esta transformação? A resposta é bem simples: tenha coragem de ser humilde.

Toda pessoa orgulhosa que bate no peito, que sempre quer ter razão e que precisa dar a última palavra, tem na verdade um grande medo de amar e não tem coragem suficiente de se entregar e se abrir para o amor. Todo orgulhoso é um pouco covarde, pois o orgulho serve para ele como um grande escudo de proteção, onde ele pode se esconder pelo tempo que desejar em não conhecer a si próprio. Quem ainda não aprendeu a amar a si próprio, ainda não esta pronto para amar o outro.

Amar o outro requer coragem, amar a si mesmo requer ATITUDE!!!

Não tenha medo de amar, não tenha medo de se conhecer, você poderá se surpreender com a pessoa maravilhosa que até hoje você está escondendo dentro de si próprio.

Por: CLARICE BOMBA
Assistente social, Access bars, Especialista  em eneagrama, Facilitadora de constelação familiar.
clariceconstelacao@gmail.com
Tel. : (+44) 07979 199 232

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