Nostalgia

Provavelmente muito de vocês não se lembrem, ou até mesmo nem tenham nascido na época em que as “batalhas” entre Senna, Prost, Mansell e Cia. faziam das manhãs de Domingo um dia muito especial. Apesar de estar no começo da minha infância, tenho memórias fervorosas dessas manhãs. Me lembro do meu pai grudado na TV do começo ao fim da transmissão, tudo para não perder nenhum um momento da corrida.

Lembro das largadas surpreendentes, das ultrapassagens fabulosas e dos pilotos, que naquela época eram quem comandavam os carros, diferentemente do que acontece agora.

Não gosto de comparações, especialmente quando se diz respeito a épocas e períodos distintos. Por isso, comparar a atual Fórmula 1 com a Fórmula 1 do final dos anos 80 seria no mínimo uma covardia.

Mas hoje quando sento na frente da TV para assistir uma corrida, e vejo toda essa tecnologia, todo esse dinheiro e nenhuma emoção, não posso negar que a saudade daquele tempo de Senna e Cia. bate forte. É claro que o esporte precisa evoluir e se adequar, mas não pode perder sua essência.  E talvez é por isso, que o futebol ainda faça tanto sucesso, pois mesmo com os milhões que circulam ainda não deixou de ser emocionante e surpreendente, sendo um dos poucos esportes onde nem sempre o melhor ou mais poderoso vence.

Sim, sei que alguns vão pensar que tudo isso é pura nostalgia, mas como não sentir saudades daquelas disputas eletrizantes, daquele sede de vitória no olhar de cada piloto? Me lembro de Senna, e sua primeira vitória em um Grande Prêmio do Brasil.

Ele começou a corrida na pole position, outra entre uma das dezenas que teve em usa carreira. Liderou grande parte da corrida com tranquilidade, mas faltando sete voltas para o final começou a chover em Interlagos, o que para Senna não era nenhum problema, pois todos sabem que ele era especialista em correr na chuva. Mas seu carro quebrou: a transmissão da McLaren travou na sexta marcha, o que teoricamente deveria deixar o veículo completamente indirigível. Mas Senna conseguiu manter o carro na pista, chegando ao seu limite físico. Ganhou a corrida pilotando o carro com apenas uma marcha. Na comemoração Senna estava tão exausto a ponto de mal conseguir levantar o troféu no pódio. Mas a sua primeira vitória em casa estava garantida.


Sei que provavelmente não verei cenas ou momentos como esse, mas são essas lembranças e memórias que ainda me fazem ligar a TV aos domingos para ver uma corrida, na esperança que os pilotos voltem a comandar seus carros e a emoção volte a entrar na pista. Tomara que aconteça logo!!!!

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