Maratona de Londres é sinônimo de solidariedade

Brasileiro participa de corrida para ajudar Instituição Cancer Research UK

Para quem ama corrida, a Maratona de Londres é certamente um dos percursos mais cobiçados de todo o mundo. E o brasileiro Diego Campo de 35 anos, residente em Londres há 11 anos participou desta competição no último dia 26 de abril.

O brasileiro não é atleta profissional e durante a semana trabalha em seu escritório de contabilidade. Mesmo assim, se preparou durante 6 meses para a prova. Nesse intervalo de tempo, se afastou dos treinos por 2 meses devido a uma pequena fratura no fêmur (osso da perna). Diego planejou finalizar a prova em no máximo 5 horas e no final conseguiu terminar em 4 horas e 22 minutos.

Diego participou da Maratona por uma causa nobre: arrecadar donativos para Instituição Câncer Researh UK. Durante a prova, foi comum ver alguns competidores correndo com objetos como canecas, em que recolhiam dinheiro para doar à instituições de caridade. Os competidores podiam também indicar instituições sérias para receber doações vindas das inscrições.

Conheça a Maratona de Londres

É uma das mais tradicionais do mundo e faz parte da “World Marathon Majors”, sendo uma das seis integrantes ao lado de Boston, New York, Chicago, Berlim e Tóquio. Mais de 50.000 corredores se inscrevem para competir. É dividida nos seguintes grupos:

  • Mulheres de elite,
  • Cadeira de rodas,
  • Homens de elite e
  • Maratona de massa.

A Maratona dura 7 horas. A rota é simples, porém nada rápida. Começa em Blackheath, vai ao redor do Rio Tâmisa e através da famosa Ponte da Torre. A linha de chegada é no The Mall, em frente ao Palácio de Buckingham.  Ela acontece anualmente em abril e reúne corredores de todo mundo dispostos a encarar os seus 42 quilômetros pelas ruas e avenidas da capital britânica.

Confira um pouco mais nesta entrevista:

Você encontrou outros brasileiros durante o percurso?

Na verdade me concentrei na corrida e não reparei nos outros competidores. Por isso não interagi com outros brasileiros. Estava focado no meu objetivo.

E o contato com o público?

Foi de extrema importância. Como tinha meu nome estampado na camisa, todos ficavam me gritando e dando apoio durante todo trajeto.

Em algum momento pensou em desistir?

Não. Mas nas últimas 5 milhas minhas pernas não me obedeciam mais (risos).

Qual sua expectativa para 2016?

Espero continuar correndo e levantando fundos para o Câncer Research UK, além de participar de outras maratonas na Europa.

Afinal, conquistou seu objetivo?

Meu objetivo era arrecadar pelo menos £2 mil para o Câncer Research UK, sendo que já conseguimos mais que a metade.

O que você tira como lição?

Sinto que cumpri minha missão ao percorrer os 42 km e que podemos fazer qualquer coisa. E espero que um dia através de pesquisas nós consigamos vencer a batalha contra o câncer.

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