Fim de Férias e o Retorno às Aulas: Entre a Rotina, a Ansiedade e as Controvérsias

 Fim de Férias e o Retorno às Aulas: Entre a Rotina, a Ansiedade e as Controvérsias

Setembro chegou e, com ele, o encerramento oficial das férias de verão. Para muitas famílias brasileiras que vivem fora do país, especialmente em lugares como o Reino Unido (Londres em específico), este é um momento de transição que mistura expectativa, alívio, correria e, para não dizer o contrário, um pouco de estresse. O fim do verão marca não apenas a troca de guarda-roupa, mas o retorno à rotina escolar, às mochilas pesadas e aos horários rígidos. Mas será que estamos realmente preparados para esse recomeço? E o que está por trás das controvérsias que esse período traz?
Enquanto para algumas mães principalmente as que conciliam trabalho e maternidade, o retorno às aulas representa um respiro de organização e produtividade, para outras é uma fase angustiante. Afinal, a readaptação das crianças à rotina escolar não acontece da noite para o dia. É comum observar sinais de ansiedade, dificuldade de sono, insegurança e resistência nos primeiros dias de aula. E isso é mais comum do que se imagina, principalmente após um verão cheio de liberdade, horários flexíveis e muita diversão.
Há também um fator muitas vezes ignorado nas discussões públicas: o impacto emocional do fim das férias nas mulheres, que geralmente lideram o planejamento familiar. São elas que, em muitos casos, organizam o material escolar, pensam nos lanches, ajeitam uniformes, conciliam as atividades extracurriculares e ainda enfrentam cobranças internas e externas sobre desempenho, tanto no lar quanto no trabalho.
Outro ponto controverso são os altos custos que esse período envolve. O início do ano letivo no exterior, especialmente em escolas britânicas e internacionais, pode significar gastos significativos com uniforme novo, transporte, material escolar, alimentação e taxas adicionais. Famílias brasileiras que vivem no exterior, muitas vezes com renda apertada ou instabilidade no trabalho, sentem ainda mais essa pressão.
Além disso, setembro tem sido um mês cada vez mais observado por especialistas em saúde mental. O chamado “Setembro Amarelo” alerta para os cuidados com a saúde emocional e o retorno às aulas pode, sim, ser um gatilho de estresse para crianças, adolescentes e até adultos. É neste momento que muitos conflitos aparecem: a criança que não quer voltar para a escola, o adolescente que enfrenta bullying, o jovem que lida com pressão acadêmica, a mãe que se sente sobrecarregada e invisibilizada.
Como lidar, então, com esse período de transição sem cair nas armadilhas da culpa e do perfeccionismo? A resposta está no equilíbrio. Permita-se desacelerar. Planeje o retorno com antecedência, mas também aceite que imprevistos vão acontecer. Converse com seus filhos sobre sentimentos, acolha suas inseguranças e valide suas emoções. E, principalmente, cuide de você. A mulher por trás da mãe, da profissional, da esposa, da amiga também precisa de apoio, descanso e reconhecimento.
Setembro é o mês da transição, da conscientização e, por que não, da renovação. Que ele seja gentil com todas nós.
No Papo de Mulher, a gente acredita que todo recomeço pode ser uma nova chance de florescer. O fim das férias não precisa ser sinônimo de correria e caos, pode ser um convite para reorganizar a rotina com mais calma, resgatar o que faz bem e seguir em frente com leveza. E se o retorno às aulas parecer mais difícil do que o esperado, respira fundo… você não está sozinha. O Papo de Mulher está aqui para te acolher, te ouvir e caminhar junto.

Com amor,

Adriana Bell