Compulsão alimentar

Considerada um dos transtornos alimentares mais comuns, a compulsão alimentar tem se tornado queixa frequente na prática clínica.  No entanto, a psicóloga Daniele Nonnenmacher alerta sobre a importância de se diferenciar um episódio compulsivo, do transtorno de compulsão alimentar propriamente dito. De acordo com o DSM-V, o episódio compulsivo caracteriza-se pela ingestão de uma grande quantidade de comida em um curto período de tempo, acompanhado pela sensação de perda de controle sobre o que se come, seguida por sentimentos de desconforto físico, angústia, tristeza e culpa.

Para ser classificado como um transtorno, estes episódios devem ocorrer pelo menos 1 vez na semana por pelo menos 3 meses, sem comportamentos compensatórios para perda de peso.

  • O acompanhamento nutricional mediante a suspeita de um transtorno ou de episódios de compulsão alimentar é fundamental. De acordo com a nutricionista Alessandra Furlan, muitos casos podem ocorrer por excesso de restrições na dieta. Tal comportamento pode resultar em medo de consumir alimentos ou grupos alimentares específicos, e em dificuldades na relação do indivíduo com a sua alimentação. A nutricionista alerta também que “é comum observar pessoas que restringem demais a alimentação durante o dia e acabam compensando à noite, por exemplo, e identificam tal situação como um transtorno alimentar, quando na verdade isto pode ser facilmente resolvido quando uma alimentação equilibrada ao longo do dia é adotada.” Porém, muitos casos vão além da competência do nutricionista e do ajuste da rotina de alimentação, e o acompanhamento psicológico se torna de suma importância.

 

  • De acordo com a psicóloga Daniele Nonnenmacher, “os estudos demonstram que muitas pessoas que sofrem de episódios compulsivos apresentam dificuldades para identificar e diferenciar suas necessidades físicas das emocionais e tendem a utilizar o alimento como fonte de conforto e “preenchimento” emocional diante de situações difíceis”. O acompanhamento psicológico, visa auxiliar na identificação e compreensão dos gatilhos que contribuem para o desencadeamento da compulsão, buscando desenvolver habilidades e estratégias mais saudáveis de manejo emocional e enfrentamento de situações de conflito. Para a profissional, além do suporte emocional, o trabalho multidisciplinar é fundamental para se atingir resultados positivos no tratamento.

Por: Alessandra Furlan é Nutricionista e Daniele Nonnenmacher é psicoterapeuta, e fazem parte da equipe da Tower Hill Clinic, clínica multidisciplinar de saúde e estética situada na zona central de Londres.
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Tel.: (+44) 02031467294

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