COMO O CÉREBRO TOMA DECISÕES?

 COMO O CÉREBRO TOMA DECISÕES?

Creative background, the human brain on a blue background, the hemisphere is responsible for logic

Nosso cérebro é de fato máquina fascinante, não é mesmo? Mas não é por acaso.

 

A estrutura cerebral dos seres humanos é fruto de um longo processo de evolução biológica, onde a consciência e a capacidade de julgamento são atributos exclusivos dos seres humanos. 

Uma região em particular, o córtex pré-frontal é responsável pelo planejamento de nossas ações, pelo julgamento que fazemos e pela tomada de decisões que realizamos em nosso dia a dia. Obviamente nossas decisões nem sempre passam somente por essa região, afinal nosso cérebro é um complexo com bilhões de neurônios e milhões de sinapses interconectadas e todas essa circuitaria formada se comunica entre si, o que significa que  nossas decisões têm um componente emocional fundamental. 

Muitas das vezes, quando nossas decisões tem uma prevalência emocional, tendemos a fazer coisas das quais costumamos a nos arrepender. Imagina a só a moça apaixonada que resolve tatuar o nome do rapaz amado nas costas (ou em lugares ainda mais comprometedores) e alguns meses depois é deixada pelo citado rapaz… sim, a paixão é algo que nos faz tomar algumas decisões que tem um altíssima tendência ao arrependimento.  isso ocorre porque quando estamos apaixonados, temos uma atividade cerebral hiperdopaminérgica (alta liberação do neurotransmissor dopamina) que nos deixa em constante estado de vigilância, desejo e excitação com características obsessivas, o que acaba por inibir a atividade julgadora do córtex pré-frontal (CPF). É isso mesmo que você está pensando… Os cientistas definem a paixão do ponto de vista psíquico como um estado de demência temporária com sintomas de estresse e obsessão com duração média de 12 a 18 meses. Isso significa que costumamos a tomar as piores decisões de vida quando estamos apaixonados, ou quando em qualquer outra circunstância, temos a atividade do nosso córtex pré-frontal inibido. 

O álcool por exemplo é um forte inibidor do CPF, por isso que uma pessoa após sua ingestão começa a se sentir desinibido e fazer um monte de besteira, como por exemplo ligar para quem não deveria e declarar amor incondicional ou simplesmente tornar-se o mais rico da mesa e começar a pagar tudo para todo mundo, no dia seguinte…. Tome arrependimento!

Nossas decisões são influenciadas também pelo ambiente em que vivemos, pelas crenças que carregamos e por outros fatores biológicos. o psicólogo e pesquisador Geoffrey Miller constatou que dançarinas de clubes noturnos ganham as maiores gorjetas de seus clientes quando estão em seu período fértil e menos quando estão em seu período menstrual. A grande curiosidade aí é que seus clientes não faziam idéia do seu período feminino, mas foram fortemente influenciados por questões biológicas, mediadas pelos hormônios femininos. 

O fato é que para que tomemos as melhores decisões nas nossas vidas, seja no pessoal ou profissional, devemos ter um perfeito equilíbrio entre razão e emoção e observar quais fatores do meio em que vivemos podem estar influenciando positivamente ou negativamente essas decisões. Não esqueça de avaliar se existe algum tipo de auto-sabotagem ou crenças limitantes que te impede de crescer ou de tomar as melhores decisões em sua vida. Procure o correto equilíbrio entre razão e emoção e vise sempre seu futuro, evite o imediatismo. Tome decisões que vão te fazer bem por um longo tempo e não somente agora. Não esqueça também de colocar Deus em primeiro lugar. A palavra nos diz que devemos buscar as coisas do alto, e as demais nos serão dadas por acréscimo.

Um grande abraço e entre para a minha lista VIP, onde você recebe vídeos e conteúdos semanais que te levarão a um amplo crescimento pessoal e profissional. 

 

Por: João Paulo Gurgel
Master coach especialista em inteligência emocional.
joaopaulogurgel77@gmail.com
@joaopaulogurgel
Tel.: (+44) 7521620080