Prefeito de Londres, Sadiq Khan, planeja a proibição de anúncios de fast food no transporte público

Sadiq Khan, o prefeito de Londres, irá banir propagandas de fast food em ônibus e metrôs da cidade em uma tentativa de conter uma epidemia de obesidade infantil. Dez de maio de 2018 40% das crianças em Londres estão acima do peso ou obesas.

Anúncios que promovem alimentos e bebidas que são altas em sal, gordura e açúcar não serão mais aceitas em tubos, ônibus e trens que fazem parte da rede Transport for London (TfL) – nem em estações. Embora os anúncios da Coca-Cola não serão mais aceitos pelos planos, os anúncios da Diet Coke ainda poderiam ser veiculados, por ter menos açúcar. O McDonald’s não poderá anunciar um Big Mac e batatas fritas, mas poderá promover as suas saladas.

O anúncio de Khan foi bem recebido por ativistas da obesidade que estão pressionando para que o governo de Theresa May, Primeira Ministra, agir contra a obesidade infantil. O plano nacional omitiu medidas para restringir a publicidade de fast food vista por crianças online e durante programas de TV.

A Cancer Research UK também pediu ações do governo, apontando que crianças obesas podem se tornar adultos obesos com um risco aumentado de câncer. No Reino Unido, 22.800 casos de câncer por ano são devidos a excesso de peso.

A obesidade infantil em Londres, disse o prefeito, “é uma bomba-relógio”. Quase 40% dos jovens de 10 e 11 anos em Londres estão acima do peso ou obesos – uma das taxas mais altas da Europa. Khan desafiou o governo a fazer mais para acabar com a epidemia de obesidade.

“Se não tomarmos medidas corajosas contra isso, não estamos fazendo o bem com nossos jovens, além de sobrecarregar nosso já sobrecarregado serviço de saúde nos próximos anos”

No ano passado o prefeito de Amsterdã conseguiu reduzir os níveis de obesidade infantil por 12% desde 2012 por meio de uma estratégia que voltada para as famílias mais pobres. Este ano trouxe sua própria proibição de publicidade.

A publicidade de alimentos e bebidas contribuiu com cerca de 20 milhões de libras para a TfL em 2016 e 2017, cerca de dois terços dela para alimentos e bebidas ricas em gordura, sal e açúcar. Mas Londres provavelmente não perderá financeiramente a longo prazo. Uma grande parte dos anúncios vem de grandes empresas que podem ser persuadidas a gastar seu dinheiro em anúncios de produtos mais saudáveis.

Este anúncio foi bem recebido pela Sustain Health and Obesity Health Alliance Lead, que disse esperar que o governo faça o mesmo com a proibição de anúncios de junk food na TV depois das 21:00. O Departamento de Saúde disse que “não descartou tomar novas medidas” após o imposto sobre bebidas açucaradas, que entrou em vigor no mês passado. Esta proposta ainda será avaliada pelo parlamento nos próximos meses.

Por: Mariana Husek Maestro

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