Mal hálito parte2

Halitose, é um termo que descreve um hálito desagradável, com origem em alterações variadas da cavidade oral ou outras localizações.

QUAIS AS CAUSAS EXTERNAS?

As principais causas externas estão ligadas à ingestão de certos alimentos no nosso dia a dia (ex: alho, cebola), que têm um efeito não só directo mas também retardado (via sistémica) sobre o hálito. O tabaco, o consumo de álcool e de medicação que desencadeia diminuição do fluxo salivar agrava o mau hálito. De facto, qualquer factor que conduza a uma diminuição do fluxo salivar agrava o mau hálito.

O QUE É O HÁLITO MATINAL?

De manhã, ao acordar, é natural que sintamos por vezes um hálito mais intenso que até nos pode levar a sentir a necessidade de lavar os dentes. Esse hálito matinal é fruto não só da diminuição da quantidade de saliva produzida durante a noite, mas também da abstinência durante várias horas na ingestão de líquidos e alimentos.

QUAIS AS CAUSAS RELACIONADAS COM OUTRAS ÁREAS?

A otorrinolaringologia pode ser considerada a segunda área de maior importância associada à halitose (ex: sinusite, presença de corpos estranhos no nariz em crianças). As causas de origem nos pulmões, estômago, fígado e rins são consideradas raras. Ao longo dos anos houve sempre uma ideia de associação entre patologia gástrica e halitose, a qual é considerada muito rara, mas que poderia surgir em casos de refluxo gastro-esofágico, hérnia do hiato, cancro do estômago, estenose do piloro, síndrome de má absorção, ou de infecções intestinais. A diabetes, as deficiências vitamínicas, a desidratação, assim como outras situações de carácter sistémico podem desencadear halitose. Podem também surgir variações do hálito durante o ciclo menstrual.

TEMOS SEMPRE UMA NOÇÃO CORRECTA DO NOSSO HÁLITO?

A nossa auto percepção do hálito é muitas vezes errada. Pode estar subestimada por habituação, ou nalguns casos exagerada. Vários são os factores que podem conduzir a uma auto-avaliação exagerada. A título de exemplo podemos referir:

  1. A publicidade acerca do mau hálito pode preocupar pessoas sugestionáveis;
  2. A noção de mau sabor na boca pode levar à convicção de mau hálito;
  3. Crianças com pais com mau hálito podem crescer inferindo que também sofrem do mesmo problema;
  4. Indivíduos que no passado foram chamados à atenção de forma esporádica relativamente ao seu mau hálito podem continuar preocupados com essa situação.

COMO É QUE O MÉDICO DENTISTA PODE PROCEDER A UM DIAGNÓSTICO DE MAU HÁLITO?

Para um diagnóstico adequado, o médico dentista fará um questionário orientado para a sua história clínica, ao qual se seguirá um exame objetivo intra e extra oral. Vai poder usar alguns dos métodos descritos e recorrer, se necessário, a alguns exames complementares de diagnóstico.

COMO SE PODE PREVENIR O MAU HÁLITO?

O mau hálito, de uma forma geral, pode ser prevenido e tratado através de uma boa higiene oral. Esta higiene oral inclui a escovagem, a limpeza interdentária e o uso de raspadores linguais para a limpeza da língua. Aconselha-se a ingestão diária de água suficiente para manter uma correcta hidratação. Com a orientação do seu médico dentista pode ainda utilizar elixires contendo agentes específicos que ajudam na prevenção e tratamento da halitose.

Se quiserem colocar alguma pergunta podem fazê-lo por email para drlage@naturezadental.co.uk, por telefone para o 0208 654 3984 ou enviar por carta para NDP – Natureza Dental Practice, 9 Portland Road, South Norwood, London SE25 4UF.


Por: José Lages
Dentista
drlage@naturezadental.co.uk
Tel. 0208 654 3984

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