O limite da diversão

Sem dúvida não há alegria maior do que comemorar um gol do seu time, uma vitória sobre o maior rival ou uma conquista, mas quando apenas celebrar já não é mais suficiente, é aí que mora o perigo.

Londres é famosa por suas inúmeras casas de apostas, onde é possível apostar em qualquer coisa, mas qualquer coisa mesmo. As apostas são as mais estranhas, e vão desde de quem será o campeão da Premier League até o absurdo de aposta na cor do chapéu que a rainha irá usar.

A lei permite e ampara as casas de apostas, que apesar de faturarem com as emoções e fraquezas, também são uma fonte geradora de emprego e pagadora de impostos. Mas o problema das apostas não são as empresas que gerenciam esse negócio, mas os apostadores, que em sua grande maioria não conseguem distinguir o limite entre diversão e vício.

Apostar pode se tornar um vício tão ou mais perigoso quanto o uso de drogas. É, a frase pode parecer um pouco exagerada, mas a falta de limite nas apostas pode sim trazer consequências tão sérias como a dependência química.

E o assunto tem tomado dimensões tão assustadoras que vem chamando a atenção até mesmo do governo, que junto com as casas de apostas tem trabalhando na criação de medidas que evitem que pessoas destruam suas famílias, percam seus empregos e gastem todo o seu dinheiro. As medidas vão desde propagandas, criação de limites de apostas e centros de ajuda e apoio.

É claro que a conscientização é o foco, pois, como foi dito anteriormente, o problema não está nas empresas e sim nas pessoas. Porém, o apostador tem que ser protegido, especialmente em uma época em que fazer apostas é tão fácil e rápido, já que com a internet não é preciso nem sair de casa para deixar todo o seu salário nas roletas ou corridas.

Ninguém deseja que o governo feche as casas de apostas, pois estas já se tornaram um tipo de símbolo do país, mas ninguém deseja ver um amigo ou um parente perdendo todo seu dinheiro, tempo e razão atrás de roletas, apostando em corridas e sofrendo mesmo quando o seu time do coração faz um gol.

Apostar pode ser bastante divertido e dar aquela emoção extra, mas saber qual o seu limite e quando parar, é essencial para que a diversão não se torne um grande problema.


Por: Tico Silverio

Twitter: @ticosilverio
Foi jogador das categorias de base do U.E.C, e de times amadores de Uberlândia.

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