Hipertensão Arterial Sistêmica: Pressão Alta!

Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), ou mais popularmente conhecida como Pressão Alta, é chamada de ‘assassina silenciosa’, pois geralmente não causa qualquer tipo de sintoma durante muitos anos até que um órgão vital seja afetado. A doença causa diminuição da expectativa de vida e aumento da mortalidade de homens e mulheres. É o principal fator de risco para problemas cardíacos e também aumenta a probabilidade de doenças renais, derrames (acidente vascular cerebral), aneurismas e dores ao caminhar (claudicação intermitente).

O que é a Hipertensão Arterial?

Para definirmos o que é a hipertensão arterial, primeiro é necessário saber o que é a pressão arterial. A pressão arterial é a força que o fluxo sangüíneo exerce nas artérias. Através de sua medição, dois valores são registrados: o maior, quando o coração se contrai bombeando o sangue (pressão sistólica), e o inferior, quando o coração relaxa entre duas batidas cardíacas (pressão diastólica). Hipertensão arterial ou pressão alta ocorre quando a pressão sistólica em repouso é superior a 140 mm Hg ou quando a pressão diastólica em repouso é superior 90 mm Hg ou ambos. Uma medida isolada com valores altos de pressão arterial não significa que a pessoa tenha hipertensão arterial.

Quais são os tipos de hipertensão arterial? 

• Hipertensão sistólica isolada ocorre quando a pressão sistólica é maior ou igual a 140 mm Hg mas a pressão diastólica é inferior a 90 mm Hg, ou seja, a pressão diastólica está dentro da faixa normal. É mais comum em idades avançadas.

Hipertensão maligna é uma forma perigosa de pressão alta com evolução rápida, causando necrose de paredes das arteríolas no rim, retina etc. Se não for tratada, pode levar à morte em um período de 3 a 6 meses. Essa doença é bastante rara, ocorrendo em 1 a cada 200 pessoas que têm pressão alta. Ocorre com maior freqüência em negros, em pessoas do sexo masculino e com baixa qualidade de vida.

Quais são as causas da hipertensão arterial? 

Pelo menos 90% dos casos de hipertensão arterial (denominadas idiopáticas, essenciais ou primárias) são decorrentes de fatores não identificáveis mesmo quando pesquisados de modo exaustivo, sendo considerados de múltiplas causas. Quando a causa é identificável, a hipertensão é denominada secundária. Nesse caso, algumas situações são passíveis de cura pela remoção do fator que a motivou.

De 5 a 10% dos casos, a pressão alta é provocada por problemas nos rins. Entre 1 a 2% das pessoas que apresentam pressão alta é devido a problemas hormonais ou ao uso de alguns medicamentos como, por exemplo, pílulas anticoncepcionais. Obesidade, vida sedentária, estresse e ingestão excessiva de álcool ou sal na alimentação podem ter um papel importante em pessoas predispostas a ter hipertensão arterial.

O estresse tende a fazer com que a pressão aumente temporariamente mas ela costuma retornar ao valor normal assim que cessam os fatores de tensão. Isso explica, por exemplo, a ‘hipertensão do avental branco’: a tensão emocional da consulta médica faz a pressão do paciente aumentar suficientemente para ser diagnosticado como hipertensão.

Quais são os sintomas da hipertensão arterial? 

Grande parte das pessoas com pressão alta não apresenta sintomas. Pode ocorrer, por coincidência, manifestações que são erroneamente atribuídas à pressão alta: dor de cabeça, sangramento do nariz, tontura, rosto avermelhado e cansaço. Esses sintomas, entretanto, também aparecem freqüentemente em pessoas com pressão normal. Se uma pessoa com hipertensão arterial severa ou pressão alta passar um longo período sem tratamento, sintomas como dor de cabeça, fadiga, náusea, vômito, falta de ar, visão borrada aparecem provocados por danos no cérebro, olhos, coração e rins. Ocasionalmente, pessoas com pressão muito alta e em estágios avançados da hipertensão arterial, podem ter tontura ou mesmo coma, ou seja, encefalopatia hipertensiva, e necessitam de tratamento emergencial.


Por: Dr. Flavio Messina
www.messinaclinic.co.uk
020 3053 6709

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