Adoção de cristã por muçulmanos causa polêmica no Reino Unido

Menina de 5 anos teria sido ‘maltratada’ por família adotiva,  o Jornal ‘The Times’ denunciou que os novos familiares tiraram o colar com crucifixo que a menina de 5 anos usava, a forçaram a aprender árabe, e a proibiram de comer carne de porco e de festejar Natal ou a Páscoa.

 

A decisão das autoridades britânicas de conceder à uma família muçulmana radical a guarda de uma criança cristã de 5 anos gerou polêmica no Reino Unido. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (28) pelo jornal britânico ‘The Times’, que denunciou maus-tratos e abusos sofridos pela criança.

Segundo o veículo, a decisão foi tomada pelos serviços sociais de Tower Hamlets, um distrito de Londres, contra a vontade da família biológica da menina. E quando a criança teria chegado na casa da nova família, imediatamente teria sido retirado o colar com um crucifixo que usava, um presente de sua mãe biológica que a menor teria ganhado antes que elas fossem separadas.

Ao longo do tempo, segundo o Times, a menina teria sido impedida de comer seu prato preferido, espaguete à carbonara, por causa da presença de bacon, contrário as leis islâmicas que proíbem o consumo de carne de porco. A identidade da criança não foi revelada por razões de segurança, assimo como não foi divulgado na imprensa local a razão pela qual a menor foi separada de sua família biológica.

Um supervisor de serviços sociais, que pediu anonimato, disse que a menina chora muito, está sofrendo e pede para não voltar para a casa da família onde foi enviada porque eles “não falariam inglês”. A lei britânica exige que, no momento da escolha da família da guarda, a “religião, a língua, a cultura e a raça” devem ser analisados.

Além disso, a criança denunciou que as mulheres da família usavam niqab, a longa túnica preta que cobre o corpo feminino da cabeça aos pés. Enquanto na casa atual as mulheres colocavam a burca para sair de casa.

“Natal, uma festa estúpida”

A mãe biológica da criança declarou estar chocada com a situação alienante em que a filha estaria. Segundo a mulher, em um dos últimos encontros a criança teria lhe dito recentemente que “Páscoa e Natal são festas estúpidas” e que “as mulheres europeias são alcoólatras e idiotas”. Frases que teria aprendido com a nova família. “Esta é uma garota inglesa branca que ama o futebol e foi batizada em uma igreja. Já sofreu o trauma de ser separada dos pais e precisa ser cercada por uma cultura que conhece e ama. Em vez disso, ela está presa em um mundo que não conhece e a assusta”, declarou ao Times um amigo da mãe biológica.

A defesa dos serviços sociais

Os funcionários dos serviços sociais da prefeitura local não quiseram comentar a notícia. “Não podemos falar sobre casos individuais”, declararam. “Os serviços sociais fornecem um lar e uma família amorosa para centenas de crianças todos os anos e, em todos os casos, prestamos muita atenção os antecedentes culturais e a identidade das crianças”, salientaram em um comunicado.

Segundo o Times, em 2016 no Reino Unido no ano passado 51.800 crianças foram entregues à guarda de famílias, 77% dos novos familiares eram brancos. De acordo com o censo de 2011, 80% da população do Reino Unido é branca e britânica, uma porcentagem que cai para 45% em Londres e 31% no bairro de Tower Hamlets, no leste da cidade, onde o caso ocorreu. Normalmente, o problema da mudança de hábitos e de diferenças culturais surge para as crianças pertencentes a minorias étnicas, dada a escassez de famílias não brancas e não cristãs que aceitem a guarda de menores .

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